domingo, 4 de maio de 2014

Queridos alunos:

Estou colocando neste espaço, as poesias que constam no livro "O sentimento do mundo". A partir dele, faremos um estudo sobre Drummond de Andrade e montaremos o nosso sarau.

SENTIMENTO DO MUNDO

Tenho apenas duas mãos
e o sentimento do mundo,
mas estou cheio de escravos,
minhas lembranças escorrem
e o corpo transige
na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu
estará morto e saqueado,
eu mesmo estarei morto,
morto meu desejo, morto
o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram
que havia uma guerra
e era necessário
trazer fogo e alimento.
Sinto-me disperso,
anterior a fronteiras,
humildemente vos peço
que me perdoeis.

Quando os corpos passarem,
eu ficarei sozinho
desfiando a recordação
do sineiro, da viúva e do microscopista
que habitavam a barraca
e não foram encontrados
ao amanhecer

esse amanhecer
mais noite que a noite.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=540#ixzz30kqwwLMQ


CANÇÃO DA MOÇA FANTASMA DE BELO HORIZONTE


(Carlos Drummond de Andrade)

Eu sou a Moça-Fantasma
que espera na Rua do Chumbo
o carro da madrugada.
Eu sou branca e longa e fria,
a minha carne é um suspiro
na madrugada da serra.
Eu sou a Moça-Fantasma.
O meu nome era Maria,
Maria-Que-Morreu-Antes.

Sou a vossa namorada
que morreu de apendicite,
no desastre de automóvel
ou suicidou-se na praia
e seus cabelos ficaram
longos na vossa lembrança.
Eu nunca fui deste mundo:
Se beijava, minha boca
dizia de outros planetas
em que os amantes se queimam
num fogo casto
e se tornam
estrelas, sem ironia.

Morri sem ter tido tempo
de ser vossa, como as outras.
Não me conformo com isso,
e quando as polícias dormem
em mim e fora de mim,
meu espectro itinerante
desce a Serra do Curral,
vai olhando as casas novas,
ronda as hortas amorosas
(Rua Cláudio Manuel da Costa),
pára no Abrigo Ceará,
não há abrigo. Um perfume
que não conheço me invade:
é o cheiro do vosso sono
quente, doce, erodilhado
nos braços das espanholas...
Oh! deixai-me dormir convosco.

E vai, como não encontro
nenhum dos meus namorados,
que as francesas conquistaram,
e que bebram todo o uísque
existente no Brasil
(agora dormem embriagados),
espreito os carros que passam
com choferes que não suspeitam
de minha brancura e fogem.
Os tímidos guardas-civis,
coitados! um quis me prender.
Abri-lhe os braços... Incrédulo,
me apalpou. Não tinha carne
e por cima do vestido
e por baixo do vestido
era a mesma ausência branca,
um só desespero branco...
Podeis ver: o que era corpo
foi comido pelo gato.

As moças que ainda estão vivas
(hão de morrer, ficai certos)
têm medo que eu apareça
e lhes puxe a perna... Engano.
Eu fui moça, serei moça
deserta, per omnia secula.
Não quero saber de moças.
Mas os moços me perturbam.
Não sei como libertar-me.
Se o fantasma não sofresse,
se eles ainda me gostassem
e o espiritismo consentisse,
mas eu sei que é proibido,
vós sois carne, eu sou vapor.
Um vapor que se dissolve
quando o sol rompe na Serra.

Agora estou consolada,
disse tudo que queria,
subirei àquela nuvem,
serei lâmina gelada,
cintilarei sobre os homens.
Meu reflexo na piscina
da Avenida Paraúna
(estrelas não se compreendem),
ninguém o compreenderá.

TRISTEZA DO IMP ÉRIO

Os conselheiros angustiados
ante o colo ebúrneo
das donzelas opulentas
que ao piano abemolavam
"bus-co a cam-pi-na se-rena
pa-ra li-vre sus-pi-rar"
esqueciam a guerra do Paraguai,
o enfado bolorento de São Cristóvão,
a dor cada vez mais forte dos negros
e sorvendo mecânicos
uma pitada de rapé,
sonhavam a futura libertação dos instintos
e ninhos de amor a serem instalados nos
arranha-céus de Copacabana, com rádio e telefone automático

OPERÁRIO NO MAR (PROSA)











ODE NO CINQUENTENÁRIO DO POETA BRASILEIRO

ODE NO CINQUENTENÁRIO DO POETA BRASILEIRO

Esse incessante morrer
que nos teus versos encontro

é tua vida, poeta,
e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais.

Debruço-me em teus poemas
e nelo percebo as ilhas
em que nem tu nem nós habitamos
(ou jamais habitaremos!)
e nessas ilhas me banho 
num sol que não é dos trópicos,
numa água que não é das fontes
mas que ambos refletem a imagem
de um mundo
amoroso e patético.

Tua violenta ternura,
tua infinita polícia,
tua trágica existência
no entanto sem nenhum sulco
exterior – salvo tuas rugas,
tua gravidade simples,
a acidez e o carinho simples
que desbordam em teus retratos,
que capturo em teus poemas,
são razões por que te amamos
e por que nos fazes sofrer…

Certamente não sabias
que nos fazes sofrer.

É didícil explicar
esse sofrimento seco,
sem qualquer lágrima de amor,
sentimento de homens juntos,
que se comunicam sem gesto
e sem palavras se invadem,
se aproximam, se compreendem
e se calam sem orgulho.

Não é o canto da andorinha, debruçada nos telhados da Lapa,
anunciando que a tua vida passou à toa, à toa.
Não é o médico mandando exclusivamente tocar um tango argentino,
diante da escavação no pulmão esquerdo e do pulmão direito infiltrado.
Não são os carvoeirinhos raquíticos voltando encarapitados nos burros velhos.
Não são os mortos do recife dormindo profundamente na noite.
Nem é tua vida, nem a vida do major veterano da guerra do Paraguai,
a de Bentinho Jararaca
ou a de Christina Georgina Rossetti:
és tu mesmo, é tua poesia,
tua pungengente, inefável poesia,
ferindo as almas, fogo celeste, ao visitá-las;
é o fenômeno poético, de que te constituíste o misterioso portador
e que vem trazer-nos na aurora o sopro quente dos mundos, das armadas exuberantes
e das situaçãoes exemplares que não suspeitávamos.

Por isso sofremos: pela mensagem que nos confias
entre ônibus, abafada pelo pregão dos jornais e mil queixas operárias;
essa insistente mas discreta mensagem
que, aos cinquenta anos, poeta, nos trazes;
e essa fidelidade a ti mesmo com que nos apareces
sem uma queixa, no rosto entretanto experiente,
mão firme estendida para o aperto fraterno

- o poeta acima da guerra e do ódio entre os homens -,
o poeta ainda capaz de amar Esmeraldas embora a alma anoiteça,
o poeta melhor que nós todos, o poeta mais forte
- mas haverá lugar para a poesia?

Efetivamente o poeta Rimbaud fartou-se de escrever,
o poeta Maiakovski suicidou-se,
o poeta Schmidt abastece de água o Distrito Federal…
Em meio a palavras melancólicas,
ouve-se o surdo rumor de combates longínquos
(cada vez mais perto, mais, daqui a pouco dentro de nós).
E enquanto homens suspiram, combatem ou simplesmente ganham dinheiro,
ninguém perecebe que o poeta faz cinquenta anos,
que o poeta permanece o mesmo, embora alguma coisa de extraordinário se houvesse passado,
alguma coisa encoberta de nós, que nem os olhos traíram nem as mãos apalparam, susto, emoção, enternecimento,
desejo de dizer: Emanuel, disfarçado na meiguice elática doa abraços,e uma confiança maior no poeta
e um pedido lancinante para que não nos deixe sozinhos nesta cidade em que nos sentimos pequenos à espera dos maiores 
acontecimentos.







Dentaduras duplas!
Inda não sou bem velho para merecer-vos…
Há que contentar-me com uma ponte móvel e esparsas coroas.
(Coroas sem reino, os reinos protéticos de onde viestes quando produzirão
a tripla dentadura, dentadura múltipla, a serra mecânica, sempre desejada,
jamais possuída, que acabará com o tédio da boca, a boca que beija,
a boca romântica? … )
Resovin! Helocite!
Nomes de países? Fantasmas femininos?
Nunca: dentaduras, engenhos modernos,
práticos, higiênicos, a vida habitável:
a boca que morde, os delirantes lábios
apenas entreabertos num sorriso técnico
e a língua especiosa através dos dentes
buscando outra língua, afinal sossegada…
A serra mecânica não tritura amor.
E todos os dentes extraídos sem dor.
E a boca liberta das funções poético-
sofístico-dramáticas de que rezam filmes
e velhos autores.
Dentaduras duplas!
Dai-me enfim a calma que Bilac não teve
para envelhecer.
Triturarei convosco doces alimentos,
serei casto, sóbrio, não vos aplicarei
na deleitação convulsa de uma carne triste
em que tantas vezes eu me perdi.
Largas dentaduras, vosso riso largo
me consolará não sei quantas fomes
ferozes, secretas no fundo de mim.
Não sei quantas fomes jamais compensadas.
Dentaduras brancas, antes amarelas
e por que não cromadas e por que não de âmbar?
De âmbar! De âmbar!
fantásticas dentaduras, admiráveis presas,
mastigando lestas e indiferentes
a carne da vida!”

MUNDO GRANDE



Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem… sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo…
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.



terça-feira, 1 de abril de 2014

Pessoal:

Segue uma dica cultural muito interessante. Falando em época de Golpe Militar, Zuzu Angel, estilista da década de 70, perdeu seu filho para os militares. O Itaú Cultural revive um pouco da história dessa grande mulher que teve parte da sua vida cantada nas letras de Chico Buarque.

Exposição homenageia Zuzu Angel

Já na década de 1960, Zuzu Angel tinha consciência de sua importância para a moda do país. “Eu sou a moda brasileira”, dizia ela. Considerada a gênese de uma moda autenticamente nacional, a costureira subverteu, transgrediu e aos poucos impôs o seu estilo. Reconhecendo o valor de uma das mulheres mais notáveis de nossa história, o programaOcupação a homenageia em sua 17ª edição. A exposição abre ao público no dia 1º de abril e poderá ser visitada até 11 de maio. Performances, mostras de cinema e encontros com estilistas trazem à tona a multiplicidade de sua obra e a legitimidade de sua luta contra a repressão da ditadura brasileira, que em 1971 prendeu e matou seu filho de 26 anos, Stuart Angel.
Com curadoria de Hildegard Angel – filha mais nova da estilista –, do Itaú Cultural e de Valdy Lopes Jn, que também assina a cenografia da exposição, a Ocupação Zuzu é o primeiro evento do instituto a tratar da moda como expressão artística e de reflexão cultural. Serão ao todo quatro andares do instituto dedicados a documentos, cartas, vestidos e referências que constroem o universo da fashion designer. A mostra ocupa diferentes espaços e propõe uma exposição em movimento, com performances dirigidas pela estilista Karlla Girotto. Réplicas dos vestidos criados por Zuzu desfilam em modelos e atrizes, que também dão voz às cartas que ela enviava a amigos e autoridades na busca por Stuart.
Zuleika de Souza Netto nasce em Curvelo, em 1921. Foi criada em Belo Horizonte, onde conhece o norte-americano Norman Angel Jones, com quem se casa. Depois de viver um tempo na Bahia, local de nascimento de Stuart, a família se estabelece no Rio de Janeiro, onde nasceram Ana Cristina e Hildegard. Na cidade Zuzu abre um ateliê em sua própria casa – quando transforma seu quarto em oficina de costura. Nasce a “Zuzu Saias”. Mesclando referências locais e cosmopolitas, seu espírito de vanguarda se fortalece com a criação de estampas próprias que valorizam a identidade brasileira. Pássaros, borboletas, flores e frutos. A brasilidade também aparece nos materiais: rendas, bordados, pedrarias, contas de madeira, bambus e conchas.
No auge do sucesso de Zuzu e de sua projeção internacional, seu filho é preso. Em 1971, a estilista realiza, em Nova York, um desfile de protesto e a partir de então o luto passa a ser seu hábito. Roupa preta, véu, crucifixos, o cinto, o anjo. “Esse desfile foi uma ação entre muitas outras. Ela não fez esse desfile e parou. Até a sua morte ela nunca parou. Atuou o tempo todo. Militou o tempo todo”, conta Hildegard Angel, que criou e dirige o Instituto Zuzu Angel, o IZA. Por onde fosse, sempre em busca de informações sobre Stuart, também distribuía o santinho que mandou imprimir com a foto do filho, inquiria políticos, militares, artistas, jornalistas, quem pudesse ajudá-la.
Performance no espaço expositivo
A partir do dia 3 de abril, os visitantes da Ocupação Zuzu podem conferir performances no espaço expositivo. Sempre de quinta a domingo, das 14h às 20h, modelos e atrizes vestindo réplicas de criações de Zuzu Angel leem trechos de textos e cartas escritas pela estilista e enviadas a amigos, outras mães de desaparecidos, autoridades, como Henry Kissinger, militares brasileiros, como o então presidente Ernesto Geisel, e artistas, como Chico Buarque. A direção artística é de Karlla Girotto.
Karlla Girotto é fashion artist e estilista de formação, consultora de moda e mestranda do Núcleo de Estudos da Subjetividade, na Pontifícia Universidade Católica (PUC). Assina editorias para revistas de moda do país e estuda as relações entre moda, design, comportamento, artes plásticas e performance.
Ocupação Zuzuterça 1 de abril a domingo 11 de maioterça a sexta das 9h às 20h (permanência até as 20h30); sábado, domingo e feriado das 11h às 20h[no dia 1º de abril a mostra pode ser visitada das 9h às 17h]
Pisos 1, térreo, -1 e -2
Entrada franca[livre para todos os públicos]
Performance no Espaço Expositivoa partir de 3 de abril
de quinta a domingo, das 14h às 20h, durante o período da exposição

quinta-feira, 20 de março de 2014

Física - Resolução dos Exercícios

Exercícios de Física (setor B)
 

 

 

 

 

 
 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Meus queridos alunos!!!!!

Feliz 2014!!!!

Estão preparados para  mais um ano?

Claro que não!!! Nós nunca estamos preparados!!! Nós nos preparamos no dia a dia. Essa é a grande sacada!!!

Como eu disse, vamos começar com um assunto bem gostoso: Enredos das escolas de samba. Cada sala irá escolher cinco sambas. Preparados? Segue a lista!!! Uma dica: conforme vocês forem escolhendo, já escrevam aqui avisem aqui embaixo, ok?

1. Samba Enredo 1964 - Aquarela Brasileira


2. Samba Enredo 1988 - Kizomba, Festa da Raça
3. Samba Enredo 1963 - Xica da Silva

4. Samba Enredo 1979 - O Reino Encantado Da Mãe Natureza Contra O Rei Do Mal

5. Samba Enredo 1989 - Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós

6. Portela - Samba Enredo 1970
Lendas E Mistérios do Amazonas
7. Samba Enredo 2007 - Áfricas: Do Berço Real à Corte Brasiliana

8. Samba Enredo 1989 - Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia

9. Samba Enredo 1993 - Peguei Um Ita no Norte

10. Samba Enredo 1986 - Caymmi Mostra Ao Mundo o Que a Bahia e a Mangueira Tem

11. Samba Enredo 1998 - Chico Buarque da Mangueira

12, Samba Enredo 1967 - o Mundo Encantado de Monteiro Lobato

13. Samba Enredo 2006 - Das Águas do Velho Chico, Nasce Um Rio de Esperança

14. Samba Enredo 1975 - Macunaíma

15. Samba Enredo 1974 - O Mundo Melhor de Pixinguinha (Pizindin)

16. Os Sertões (1976)

17. Samba Enredo 1977 - Brasil, Berço Dos Imigrantes

18. Samba Enredo 1972 - Alô, Alô, Taí, Carmem Miranda

19. Samba Enredo 1982 - É Hoje

20. Samba Enredo 1978 - O Amanhã

21. Samba Enredo 1976 - Mãe Menininha do Gantois

22. Samba Enredo 1978 - Brasiliana

23. Mangueira - Samba Enredo 1976

24. Samba Enredo 1994 - Atrás da Verde e Rosa Só Não Vai Quem Já Morreu

25. Samba Enredo 1984 - Yes, Nós Temos Braguinha

26. Samba Enredo 1949 - Exaltação a Tiradentes

27. Samba Enredo 1969 - Heróis da Liberdade

28. Samba Enredo 1965 - Cinco Bailes da História do Rio

29. Samba Enredo 1971 - Festa para um rei negro

30. Samba Enredo 1994 - Quando o 30. Samba era Samba